terça-feira, 25 de outubro de 2011

Se liguem na ideia de Cláudio de Moura Castro.

Para ele, currículo escolar deve se concentrar nas matérias essenciais.


A nova pilha de livros dos alunos do ensino médio brasileiro não para de crescer. Entre as últimas aquisições, estão obras sobre cultura indígena, filosofia, direitos das crianças e dos idosos e até mesmo regras de trânsito. Mas esse amontoado de conhecimento está jogando para escanteio o mais importante: as disciplinas de base, como português e matemática. E o desprestígio dessas matérias foi apontado por 68% dos brasileiros, como mostra a pesquisa Ibope/CNI Retratos da Sociedade Brasileira, divulgada nesta sexta-feira.
Os estudiosos que defendem a adoção das novas disciplinas nos currículos escolares argumentam que a prática dá aos estudantes mais condições de integrar mais áreas do saber para a compreensão do mundo que os cerca. Mas a superlotação de disciplinas na grade curricular pode, sim, prejudicar a qualidade do ensino, de acordo com Cláudio de Moura Castro, especialista em educação e colunista de VEJA. “A regra básica da educação é ensinar menos para o aluno aprender mais”, afirma Castro.
Para garantir lugar às novas matérias, por exemplo, é preciso suprimir o tempo destinado ao português e à matemática. “O currículo já é duas vezes maior do que deveria ser. Ninguém consegue aprender tudo o que é ensinado hoje em sala de aula”, diz o especialista.
Para Castro, só há um caminho para a qualificação plena do ensino nacional. “O excesso do conteúdo tem de ser retirado das apostilas e o número de disciplinas lecionadas tem de diminuir”, afirma. A regra, então, é simples e uma só: para cada disciplina que entra, uma sai. Não entram na lista de trocas, no entanto, português, matemática e ciências - consideradas essenciais. “É o conteúdo que o jovem vai usar de fato quando sair do colégio”.

Gabarito oficial do Enem 2011 é questionado!

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/enunciados-do-enem-sao-questionados

Gabaritos do Enem!

http://enem.inep.gov.br/

domingo, 2 de outubro de 2011

Entra aii!

Esse site é para aquelas pessoas que gostam de resolver questões e análises referentes a textos e poemas.

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/arquivos/File/livro_e_diretrizes/livro/portugues/seed_port_e_book.pdf

Análise do poema de Jorge de Lima.

"ESSA NEGRA FULÔ"

Análise

Observe que o eu-lírico (narrador do poema) começa relatando a
história da negra Fulô com as seguintes palavras: “Ora se deu...” Esta
forma de iniciar seu texto lembra outras narrativas populares que têm
como início “Era um vez...”, “Certo dia...”, “Um dia...”, denunciando
o vínculo do poema com a tradição das narrativas orais. Se você
observar como as pessoas iniciam sua história, quando querem contar
um “causo”, verá que elas se utilizam de expressões semelhantes.
Aliás, Negra Fulô nada mais é que um “causo” contado em forma de
poema!
Para contar a história da negra Fulô, Jorge de Lima, dentre os
inúmeros recursos que a língua oferece, selecionou a forma da poesia
escrita em versos heptassílabos ou redondilha maior. Você sabe o que
são versos heptassílabos ou redondilha maior? Para saber o que é isso,
precisamos fazer a escansão dos versos do poema. Escandir o poema
significa, na verdade, verificar o número de sílabas métricas existentes
em cada verso. Observe os dois primeiros versos:
O / ra/ se/ deu/ que/ che / GOU
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)
Is / so / já / faz/ mui /to / TEM/ po
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)
Repare que a maioria dos versos do poema tem sete sílabas. Se
você quiser, pode conferir. Não se esqueça que, para verificar as sílabas
métricas de um poema, conta-se apenas até a última sílaba tônica,
desconsiderando-se a(s) restante(s). Versos com esta medida (sete
sílabas métricas) recebem, na teoria literária, o nome de redondilha
maior. Essa escolha que o autor faz em relação ao tamanho dos versos,
aliada às rimas, à divisão em estrofes e às repetições que aparecem
como um refrão, constitui-se num trabalho de linguagem que diferencia
a poesia dos demais tipos de textos.
Como se trata de um texto vinculado à tradição oral, a maneira
como pronunciamos as palavras podem alterar o significado do texto.